amar de verdade, sem ter medo de arriscar, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois

7.11.09

sempre a água



sempre a água me cantou nas telhas. habito onde as suas bicas, as suas bocas jorram. as palavras que no cântaro a noite recolhe e bebe com agrado sabem a terra por serem minhas. não sou daqui e não vos devo nada, ninguém poderá negar a evidência de ser chama ou água, fluir em lugar de ser pedra. perdoai-me a transparência.

eugénio de andrade

4 riscaram:

San disse...

também o eugénio de andrade me canta. que bem que me fez ouvi-lo hoje. agradecida!

© disse...

não tens que agradecer san.
:)

um perfeito estranho disse...

Boa semana, c.***

(escolha perfeita: palavras-imagem)

© disse...

tks, perfeito estranho. uma semana excelente para ti também.